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EUA miram riquezas minerais da Bahia e buscam parcerias para explorar terras raras

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Em meio à corrida mundial por minerais estratégicos, os Estados Unidos intensificam sua aproximação com o Brasil, mirando especialmente o potencial

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Em meio à corrida mundial por minerais estratégicos, os Estados Unidos intensificam sua aproximação com o Brasil, mirando especialmente o potencial das reservas de terras raras e metais críticos. Durante a Exposibram 2025, realizada em Salvador (BA), o encarregado de negócios norte-americano no país, Gabriel Escobar, manteve encontros reservados com representantes de empresas de mineração e propôs a criação de um grupo de trabalho conjunto entre os setores público e privado dos dois países para canalizar investimentos norte-americanos em projetos minerais brasileiros.

O plano, confirmado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), foi classificado pela entidade como “inédito” e tem como objetivo aproximar mineradoras instaladas no Brasil — sobretudo na Bahia, Minas Gerais e Goiás — de fontes de financiamento dos EUA. “O Ibram irá prospectar, junto às mineradoras associadas, oportunidades de investimento que poderão contar com aportes de capital americano”, afirmou a instituição em nota.

Entre as empresas que dialogaram com Escobar está a St George Mining, dona do projeto Araxá, em Minas Gerais, voltado à extração de nióbio e terras raras. Após o encontro, o presidente da mineradora, John Prineas, destacou que a companhia mantém contato com agências governamentais dos EUA para integrar o setor de refino e processamento de terras raras, considerado estratégico para Washington.

“Nosso projeto Araxá está bem posicionado para apoiar novas cadeias de abastecimento resilientes, buscadas pelos EUA e pela União Europeia”, afirmou Prineas.

A St George está localizada próxima à Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), controlada pela família Moreira Salles e líder global na produção de nióbio. A mineradora australiana também mantém parceria com a americana REalloys, fornecedora de materiais magnéticos para as indústrias de tecnologia e defesa dos Estados Unidos.

Bahia: novo centro da mineração brasileira

O interesse americano em investimentos minerais coincide com o crescimento expressivo da mineração na Bahia, que vem se consolidando como um dos principais polos do setor no país. O estado abriga grandes reservas de ouro, cobre, níquel, grafita, vanádio, fosfato e terras raras, além de novos projetos voltados à extração de lítio e outros minerais estratégicos para a transição energética.

Nos últimos anos, o governo baiano tem atraído empresas nacionais e estrangeiras para exploração e beneficiamento de minérios, impulsionando o desenvolvimento econômico do interior e elevando o estado à condição de um dos maiores produtores minerais do Brasil. Salvador, por sua vez, tornou-se sede de importantes eventos e feiras do setor, como a Exposibram, reforçando o protagonismo da Bahia no cenário nacional.

Fontes que acompanharam as conversas com o diplomata afirmaram que Escobar enfatizou o desejo de Washington em “normalizar” a relação comercial com o Brasil, com foco especial em minerais críticos e energias estratégicas. O diplomata também teria sinalizado que o acesso a novas fontes de financiamento internacional será tema prioritário para o governo americano, em um esforço para reduzir a dependência global da China, que domina a cadeia mundial das terras raras.

O movimento é interpretado como parte da estratégia conservadora e nacionalista do governo Donald Trump, que busca assegurar a supremacia energética e industrial dos EUA por meio de alianças diretas e controle de insumos-chave.

Com a segunda maior reserva mundial de terras raras, o Brasil — e em especial a Bahia, com seu território mineral diversificado — torna-se peça essencial no tabuleiro geopolítico global. 





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