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População clama por socorro com saúde abandonada

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Moradores denunciam condições precárias no Hospital Municipal. Falta de estrutura e atendimento insuficiente geram revolta e descontentamento.Repro

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Moradores denunciam condições precárias no Hospital Municipal. Falta de estrutura e atendimento insuficiente geram revolta e descontentamento.

Reprodução/Record Bahia

A população de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, não consegue mais ficar em silêncio diante da situação crítica da saúde no município. Em denúncias feitas na sexta-feira, 26, ao Programa Balanço Geral, exibido pela Record Bahia, os moradores clamam por socorro, expondo um cenário de abandono e descaso no Hospital Municipal, que deveria garantir atendimento digno e eficaz aos cidadãos.

A repórter Larissa Baracho conversou com os munícipes, que relatam experiências desoladoras. “A gente chega aqui no hospital de Simões Filho, demora duas horas pra atender. Quando a gente entra lá pra dentro, é uma imundície, é tudo fedendo, o chão, uma calamidade, onde as pessoas aplicam injeção, uma calamidade! O meu genro chegou aí mesmo, eles deram uma injeção mal dada, ele passou mal, desmaiou lá dentro. É um descaso esse hospital aqui de Simões Filho. A área da limpeza, não tem nenhum pingo. Ali na área das crianças mesmo, até nos cantos ali, eles botam lixo, não tem uma limpeza, não tem a separação de quartos, ali é uma vergonha, é um descaso aqui em Simões Filho. A gente pede socorro, porque a gente paga imposto. A gente quer algo melhor, porque a gente chega aí, a gente fica ali, penando ali na frente”, desabafou uma munícipe, ao expressar a indignação de muitos que sofrem diariamente com a falta de limpeza e organização nas instalações. 

Alan Bomfim, outro morador da cidade, corroborou as queixas, ao afirmar que, embora várias unidades de saúde estejam sendo construídas, a qualidade e o atendimento estão cada vez mais precários. “Simões Filho, ultimamente, está fazendo várias unidades de saúde, mas a atenção, a higiene e o atendimento está ficando cada vez mais precário”, ressaltou. 

Dário Magalhães foi enfático em sua crítica: “São várias queixas. Aqui, eu tenho ido mais em enterro do que em aniversário! É fachada, é um marketing político mentiroso, baratinoso nessa cidade, dizendo que a saúde avançou e não avançou em nada. Os funcionários que estão aí dentro não têm condições de trabalho, muitas vezes, tem gente botando até culpa nos funcionários, e não são os funcionários, é eles da parte de cima que estão aí ‘mentindo’, dando ‘cheiro e baratino’, e o povo morrendo aí no Hospital de Simões Filho! Cadê a secretária de saúde pra ela vim aqui agora? Venha, secretária, falar com o povo! Simões Filho pede socorro em todos os aspectos. Não é só saúde não, viu? A Record tem que vir aqui. É várias queixas. Educação, saúde, cultura, não temos nada!” 

Outra moradora não hesitou em expor sua frustração: “A saúde está precária! Pra marcar um exame é difícil! Tem que pagar, se não tiver dinheiro, já era!”. A falta de médicos e o atraso nos pagamentos dos profissionais foram mencionados como fatores que agravam a crise: “Está horrível, a saúde tá horrível, tem médicos aí, há 100 dias sem receber salário, tá péssimo, péssimo, a cidade tá um caos”, ressaltou um munícipe. 

O apresentador do Balanço Geral, Marcus Pimenta, também comentou sobre a indiferença dos atuais gestores públicos em relação à realidade vivida pela população simõesfilhense. “Larissa, vereador de Simões Filho, a secretária, secretário, ninguém sabe o que é isso daqui, o prefeito, muito menos, porque na hora que a dor de barriga aperta, vai todo mundo viajar, vai lá pra São Paulo, pro Rio de Janeiro, ninguém sabe o que é isso daqui, ninguém sabe o que é viver o que o povo está sentindo, porque eles não freqüentam hospital público, eles não freqüentam Hospital Municipal de Simões Filho. Isso daqui é a dor do povo. Mas secretária, secretário do município, vereador, o prefeito, na hora que dar dor de barriga, partiu Aeroporto, vai todo mundo se tratar lá fora, eles não conhecem a realidade, eles não sabem o que é isso daqui, isso daqui é o sofrimento, é a dor do povo! Plano de Saúde para o mais humilde se chama Jesus Cristo, se agarrar com Deus nessa hora, porque só sabe o que é isso aqui quem precisa, que é o povo trabalhador, guerreiro que vive o drama da saúde pública em Simões Filho. Você acha que o prefeito freqüenta o Hospital Municipal? Você acha que o filho do prefeito, a família do prefeito vai freqüentar o Hospital Municipal? Na hora do aperto, vai pra hospital particular, pra fora, vai pra São Paulo, o povo é que está ferrado!”, esbravejou o jornalista.

Essas declarações ressaltam a necessidade urgente de medidas efetivas por parte da administração municipal, através da Secretaria Municipal de Saúde. A comunidade está cansada de promessas não cumpridas e exige uma atuação mais incisiva para melhorar as condições da saúde em Simões Filho. A população pede um retorno ao compromisso da Prefeitura com o bem-estar de seus munícipes, que continuam a enfrentar um dos maiores desafios sociais da atualidade: a precariedade na saúde pública. 

Redação Notícias do Poder com informações do Programa Balanço Geral/Record Bahia



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