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JUSTIÇA CEDE AO TURISMO ATENDE PEDIDO E ADIA AUDIÊNCIA DA AIJE

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Por Alberto de Avellar – Quer Absurdo pense em  Simões Filho, 05 de setembro de 2025A novela política de Simões Filho ganhou mais um capítulo dign

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Por Alberto de Avellar – Quer Absurdo pense em  Simões Filho, 05 de setembro de 2025

A novela política de Simões Filho ganhou mais um capítulo digno de roteiro de ficção. O advogado de defesa do prefeito Devaldo Soares de Souza (Del), André Requião Moura, conseguiu transformar uma viagem de turismo internacional em argumento jurídico — e, pasmem, obteve êxito.

O juiz Leonardo Carvalho Tenório de Albuquerque, da 33ª Zona Eleitoral, deferiu o pedido da defesa e redesignou a audiência de instrução da AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) para o dia 07 de outubro de 2025.

A “VIAGEM” MAIS IMPORTANTE QUE A JUSTIÇA…

Segundo os autos, o advogado já havia comprado passagens para um tour por Lisboa e Marrakech, retornando via Recife, exatamente na semana em que deveria estar presente na audiência marcada para 30 de setembro. O argumento da defesa: “justo impedimento”. O juiz acatou, alegando que não haveria prejuízo ao andamento do processo.

Mas o que está em jogo não é apenas uma data. Trata-se de um dos maiores processos eleitorais da história de Simões Filho, em que Del, o ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha) e a vice-prefeita Simone Costa respondem por abuso de poder político e econômico.

PROTELAÇÃO OU DIREITO DE DEFESA?

O contraditório e a ampla defesa são princípios constitucionais inegociáveis. Porém, até que ponto uma viagem particular pode se sobrepor ao interesse público de ver a Justiça ser feita com celeridade?

A decisão do magistrado Tenório é vista por críticos como um gesto de complacência com manobras protelatórias. Afinal, a cada adiamento, cresce a sensação de que a balança da Justiça se curva mais ao peso de bilhetes aéreos do que à urgência de um julgamento que pode mudar os rumos da política local.

O POVO ESPERA, A DEFESA PASSEIA…

Enquanto a defesa embarca para seu “tour europeu-marroquino”, o povo de Simões Filho continua à espera de uma resposta clara: haverá punição para o uso da máquina pública nas eleições? Ou as decisões judiciais seguirão o compasso lento de agendas particulares?

O despacho de Tenório é claro: a audiência foi empurrada para outubro . Uma decisão que, embora legal, não deixa de soar amarga para uma população cansada de ver a política tratada como um jogo de empurra-empurra, onde a lei parece sempre poder esperar.

 Conclusão: A Justiça Eleitoral precisa provar que não se dobra a caprichos particulares. Do contrário, a imagem que ficará será a de um processo que viajou para Lisboa, passeou em Marrakech e só voltará a andar quando o defensor de Del desembarcar em Recife.





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