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Universitários de Simões Filho protestam por transporte escolar e cobram respostas da Prefeitura

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Grupo de estudantes de nível superior mobilizou-se em frente à Prefeitura de Simões Filho para reivindicar oferta do transporte, essencial para a c

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Grupo de estudantes de nível superior mobilizou-se em frente à Prefeitura de Simões Filho para reivindicar oferta do transporte, essencial para a continuidade de seus estudos e para evitar o abandono de cursos

A falta de transporte universitário tem se tornado um desafio crescente e constante para os estudantes de nível superior em Simões Filho, que se organizaram em uma manifestação ordeira e pacífica em frente à Prefeitura na manhã de sexta-feira, 7. O ato, coberto pela repórter Tarsilla Alvarindo, exibido no Jornal da Manhã, da Rede Bahia, emissora afiliada à Rede Globo no Estado, reflete a urgência da situação, uma vez que muitos alunos têm deixado de frequentar as aulas, especialmente durante períodos críticos como as provas.

Ao ser abordado pela repórter da Rede Bahia, Daniel Willian, um dos líderes da mobilização e também estudante de uma faculdade na Pituba, em Salvador, destacou a gravidade do problema.

“É essa dificuldade que a gente sempre sofre aqui em Simões Filho, não somente no período de provas, mas também em junho quando começa o período de provas, também em dezembro quando começa o período de provas, sempre ficamos sem escolar. Este ano fomos surpreendidos de uma forma maior ainda, porque estava previsto para os escolares voltarem agora no dia 6, porém fomos surpreendidos ao ver no Diário Oficial que a licitação foi suspendida e começamos toda uma mobilização para cobrar o nosso direito, já que a licitação foi cancelada, uma vez que o transporte iria começar a partir do dia 6 e não tinha uma previsão de data”, afirmou.

Segundo Daniel, a Prefeitura justificou a ausência de transporte universitário com a alegação de que a licitação estava sob revisão devido a impedimentos legais. Contudo, para os estudantes, essa explicação não é suficiente.

“Fomos informados que a licitação foi cancelada devido a um processo na justiça e que não há como contratar um transporte emergencial, pois duas empresas entraram no Ministério Público, que mandou derrubar a licitação para iniciar outro processo de licitação”, disse o representante dos estudantes universitários.  

A reunião que ocorreu na última quinta-feira, 6, entre a Comissão formada pelos Estudantes de cada faculdade e representantes da Prefeitura não trouxe as soluções esperadas. De acordo com Willian, a proposta apresentada pela Prefeitura de utilizar veículos alternativos não atende à demanda, pois não há capacidade suficiente para atender a todos os estudantes.

“Estamos em uma situação precária. O transporte público da cidade é insuficiente e os alternativos têm horários limitados. Precisamos de uma solução viável e imediata”, enfatizou Willian.

Durante a manifestação, os universitários expressaram sua insatisfação com as alternativas propostas, que envolvem levar os estudantes até a Estação Mussurunga e Águas Claras, o que exigiria que eles continuassem a arcar com os custos do transporte.

“Os estudantes querem saber o que vai acontecer com o transporte universitário, porque falaram do transporte alternativo, que não foi uma confirmação, mas falaram que iriam conversar com o prefeito e que dariam uma resposta. Estamos sem solução, porque esses transportes que estão aí quebram dentro da cidade, imagine pegar a BR para levar a gente até Águas Claras ou até Mussurunga? Queremos solução!!! Tem estudante do Prouni que precisam ter 75% de freqüência, tem faculdade que começou as aulas em Janeiro e quantos por cento de freqüência não já perdeu? Como é que vai ficar a nossa situação? Queremos saber como ficará nossa situação. Muitos de nós dependemos de frequência mínima para manter as bolsas de estudo, mas estamos sendo prejudicados”, relatou.

Conforme Daniel, a mobilização dos estudantes, organizada e ordeira, é um exemplo de busca por um direito básico: a Educação. “Não tem nada bagunçado, é tudo organizado, estamos tentando conversar, mas enquanto não conseguimos o que queremos, é estudar, que é um direito básico, queremos estudar! Já sofremos tanto para conseguir uma bolsa de 70%, de 50%, de 100% para chegar agora e perder por causa de transporte público. E outra, não temos meia passagem. Simões Filho não tem transporte. Quando a gente chega às 23h da noite, a cidade não tem transporte público. O transporte alternativo que roda na cidade pára às 18h da noite e como é que fica os estudantes? Estamos numa situação precária e a única coisa que nós estamos querendo aqui é estudar, é um direito básico que todos nós queremos, que é estudar”, defendeu o representante.

Uma nova reunião entre a Comissão e os representantes das faculdades foi agendada para discutir a situação, mas os estudantes demonstram descontentamento com a falta de respostas concretas.

“São cerca de 42 roteiros que correspondem em média 1.500 estudantes, pois tem faculdades com 3 a 5 ônibus, como é o caso da Unime, em Lauro de Freitas. Então, são muitos estudantes que não puderam estar aqui por motivo de estudo, porque faz curso em Salvador, mas estamos todos alinhados. Temos um grupo que foi mobilizado somente para as manifestações, para o diálogo. Um, às vezes nas não resolve, mas quando todos se reúnem, nossa voz é escutada. Seremos igual madeira que cupim não come. Quando a juventude, os estudantes se unem, a nossa voz tem que ser escutada, não somente escutar conversa de poder público e dizer que não vai poder e tal, nós estamos aqui como madeira que cupim não come”, verbalizou. “Queremos que nossa voz seja ouvida. A juventude unida é forte e não vamos desistir de lutar por um transporte que é essencial para a nossa educação”, finalizou Daniel Willian.

A expectativa agora recai sobre as próximas ações da Prefeitura e a resposta que será dada aos estudantes, que permanecem mobilizados em busca de uma solução definitiva para a crise do transporte universitário em Simões Filho.



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