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Reforma do Hospital Municipal de Simões Filho gera discussão acirrada na Câmara sobre Saúde Pública

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Vereadores discutem condições precárias do atendimento e a necessidade de ações efetivas para melhorar a saúde no município Na primeira Sessão Ordi

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Vereadores discutem condições precárias do atendimento e a necessidade de ações efetivas para melhorar a saúde no município

Na primeira Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Simões Filho, a indicação do vereador Moisés Santos (PRD) pela reforma do Hospital Municipal provocou um intenso debate sobre a situação da saúde pública no município. O parlamentar, em um pronunciamento contundente, destacou as precárias condições enfrentadas por pacientes, como a superlotação nas enfermarias e a falta de atenção adequada por parte da administração da unidade de saúde.

“A saúde precisa sim de mais atenção. Infelizmente, são macas nos corredores, são enfermarias cheias e a gente precisa dar mais atenção, sem falar da empresa que administra que é incompetente, pois trata as pessoas que estão ali internadas de qualquer forma, de qualquer jeito a ponto de não saber que o paciente fulano de tal está em tal leito ou em tal enfermaria. Isso é um absurdo. Eu como vereador, eleito pelo povo de Simões Filho, não irei aceitar e peço o apoio dos colegas vereadores. A Comissão de Saúde está aí formada e a gente precisa realmente dá uma resposta à sociedade. É impossível chegar naquele hospital e ficar 3, 4 horas de relógio na fila para esperar o atendimento, enquanto médicos estão dormindo. Falo isso com prioridade, porque eu acompanhei e peguei. O vereador que vos fala fiscaliza sim e trabalha. Eu não estou aqui para me aparecer, não estou aqui para arrancar aplausos, estou aqui para falar a verdade que a gente vivencia todos os dias e é preciso a gente acompanhar de perto, é preciso a gente alertar. É preciso que os funcionários que estão lá dentro, muitas vezes indicados por vereadores, por políticos  e por pessoas, fazerem o seu papel e o papel de cada um ali dentro é dar o melhor para o paciente que chega ali. Chega, vamos cobrar, vamos estar perto e não aceitar tudo não”, disparou Santos, ao enfatizar a urgência de uma resposta por parte da Comissão de Saúde. Ele acrescentou que não aceita a realidade de pacientes aguardando atendimento por horas, enquanto médicos estariam, segundo ele, dormindo em seus postos.

Outros vereadores também se manifestaram sobre a situação. Adailton Caçambeiro (PSDB) ressaltou que o problema não se limita à emergência do hospital, mas se estende a todas as unidades de saúde da cidade.

“Não é só a emergência que está um caos. Nunca deixei de cobrar e nos bastidores reivindico a secretária e a partir de hoje vou trazer dados provados aqui. Falar de saúde é muito importante, ir nas pontas, no PSF e vê o que está faltando. Funcionários da saúde que têm seus altos cargos e altos salários, saiam do gabinete, do ar condicionado e vão visitar os postos de saúde!”, afirmou Caçambeiro, ao prometer apresentar números sobre a falta de atenção nas unidades de saúde.

O debate também abordou a utilização dos postos de saúde em campanhas políticas. O presidente da Comissão de Saúde da Câmara, vereador Joka da Farmácia (União Brasil), chamou a atenção para a hipocrisia de alguns parlamentares que exploram as unidades de saúde para ganho eleitoral, propondo que a fiscalização se torne uma prática constante e efetiva.

“Estamos esquecendo das unidades dos bairros, os postos de saúde que também precisam da nossa presença. Se usa muito os postos de saúde para fazer política, para fazer campanha. Não vamos ser hipócritas, pois muitos vereadores usam os postos de saúde para fazer campanha. Já que vocês querem fiscalizar, eu estou aqui a disposição de vocês. Falar aqui é bom, eu quero ver é na prática. É só me chamar que eu vou”, disse Joka.

O vereador Glauber (PT) reconheceu a importância do diálogo com a Secretaria de Saúde do Estado. Tive com a Secretária de Saúde do Estado e o governo do Estado está de portas abertas para a gestão municipal, porque achamos e entendemos que o palanque acabou. Saúde é vida e cuidar de gente é o nosso papel, é o papel de homem público, é o papel de pessoas, de seres humanos”, defendeu. Mas, Moisés Santos foi contundente em contrapô-lo, afirmando que o governo estadual ignora as necessidades do município.

“Esse papo que a secretaria de Saúde do Estado está de portas abertas é baratino. É baratino. O Estado não está nem aí para a nossa cidade. Nenhum repasse para a UPA eles mandam. Isso é uma vergonha, a nossa cidade sofre com regulação. Eles parecem que travam para que a nossa cidade seja penalizada para prejudicar o gestor”, criticou.

Na conclusão da sessão, o presidente da Câmara, vereador Itus Ramos (PSDB), reforçou a necessidade de unir esforços para buscar soluções junto ao governo do Estado, reconhecendo que a cidade tem arcado com custos extras em saúde devido à falta de apoio estadual.

“Infelizmente, a realidade de Simões Filho em relação ao Governo do Estado, não é isso que acontece. Nós estamos gastando mais de 10% na saúde, porque o governo do Estado não faz o papel dele. Eu gostaria muito de conclamar esta Casa, como presidente desta Casa, que todos nós unidos fôssemos buscar resolução junto ao Estado para que a nossa cidade continue avançando”, cobrou.

O tema da saúde pública em Simões Filho permanece em evidência, com promessas de ações concretas e maior fiscalização sobre os serviços prestados à população. A expectativa é que as discussões na Câmara resultem em melhorias significativas para a comunidade.



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